sexta-feira, 6 de novembro de 2009 Y 17:33
Coisas pra fazer antes de morrer:
- aprender química
- fazer um mochilão
- aprender a falar italiano
- ler todos os livros que eu puder
- ganhar coordenação motora suficiente pra andar de bicicleta e dar uma cambalhota
- trabalhar na ONU
- deixar de ter medo de osgas e de descarga do avião
- ver o sol nascer mais vezes
- salvar baleias com o GreenPeace
- ter filhas gêmeas
- trabalho voluntário na África do Sul
- passar uns meses morando uma cidade perdida no do sul da França
- ser casada por um padre franciscano, numa praia, com convidados sentados em cadeirinhas enferrujadas da Brahma
- guardar todo o dinheiro da cerimônia pra ir pro Taiti (ver resolução acima)
- namorar um russo (de preferência durante os tais meses no sul da França)
- sambar
- entrar naquele castelo em que foi inspirada a Bela Adormecida
- tatuar um olho grego
- escrever um livro
- dormir de rede no interior mais algumas vezes (porque cara, isso é muiiito bom)
- assistir todos os episódios de Friends outra vez
- ver a aurora boreal
Obs: eu devo editar essa postagem com freqüência.
Obs 2: eu tenho que parar de ver os programas de férias da CI
Obs 3: o pré-requisito pra grande parte dessa lista é ser trilionária, o que também faz parte da minha resolução, só que eu acho um pouco mais difícil. ainda bem que sonhar é de graça
domingo, 18 de outubro de 2009 Y 11:42
Você me trás sorte, meu amor.Meu dia de sorte começou dando errado.Levantei tonta de sono e bati o joelho na quina da cama. Saí correndo atrasada, só pra perceber, no meio do caminho, que tinha festido minha farda do avesso. Chegando na escola, descubro que tinha prova de Literatura, matéria na qual eu estava boiando. Pesquei errado e ainda fui pega pelo professor. No recreio, resolvo afogar minhas mágoas num copo de coca-cola. Até que, surpresa, alguém esbarra em mim e me faz derramar todo o refri na blusa (agora já do lado certo). Minha vontade era de chorar, me enterrar no chão, sumir, desaparecer da face da terra. Era azar demais pra uma pessoa só! Até que você chegou com aquele sorriso imenso e cintilante, perguntando se eu estava bem. Literalmente, acho que foi a partir daquele dia que a sorte começou a sorrir pra mim.
(pauta para a capricho - seu dia de sorte)
domingo, 11 de outubro de 2009 Y 17:32
ohvidameu problema é que não sei o que quero. ou quem quero. Já quis ser médica, presidenta, embaixatriz, fashionista, jornalista. Já me apaixonei pelo cafa, pelo nerd, pelo amigo, pelo vizinho, pelo amigo do vizinho. Já tive vontade de morar num sotão em Paris, numa cabana na praia, na casa do meu pai. Não importa o que eu escolha, sempre vai ter algo que eu não vivi, um sonho que não realizei, uma sensação que não provei, um caminho que não sei onde vai dar. E isso me dá uma angustia danada. Mas quando penso em eu, você, uma casinha bonita e uma pilha de livros, nenhum outro tipo de felicidade me parece interessante. você me basta.
Olá, meu nome é Ludmila e eu sou viciada em música ruimOlha, o que vou te dizer agora é super secreto, então, por favor, não conte pra ninguém. Todo mundo faz coisas das quais se envergonha, por isso nem venha me julgar. Tem gente que assiste Brazil’s Next Top Model enquanto come um pote de sorvete. Algumas pessoas dormem abraçadas a bichos de pelúcia de nomes constrangedores. Outras fingem não poder sair sábado à noite, só pra ficar em casa lendo um livro mulherzinha. Mas eu? Eu sou muito pior! Porque além de fazer todas essas coisas, eu também escuto Jonas Brothers. E Miley Cyrus. E Taylor Swift. E mais todas essas outras bandinhas que, pra manter a minha reputação, eu não podia gostar. Mas aí, que alívio é poder contar isso para alguém. EU ESCUTO DISNEY POP, e daí? Ai, psiu, acho que falei alto demais. De novo, te peço que não repita isso para ninguém. É que tem coisas que são boas, mas melhores ainda quando feitas em segredo.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009 Y 10:00
Ultimamente, tudo parece ser culpa do Enem. Minha viagem de formatura foi adiada pela nova data. Tenho amigos que tiveram um surto nervoso. A ansiedade e a preocupação de ter que fazer a prova e o vestibular das estaduais na mesma semana me embrulham o estômago. Os 4 milhões de concorrência, a possibilidade de uma nova fraude e a bendita da interdisciplinaridade são o tema de todas as minhas conversas. Saber que esse inferno vai se prolongar ainda mais me deixa desanimada. Eu desistiria, se já não tivesse esperado tanto.
Mas, desespero à parte, acho que o pior de tudo é não saber como as coisas vão ficar. Aliás, mentira, não é não. O pior de tudo mesmo é que, se eu tivesse feito aquela prova, estaria agora a caminho da faculdade dos meus sonhos.
(enem- pauta para o site)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009 Y 11:57
Nunca fui de grandes revoluções. Se eu fosse invisível entao, não faria nada muito grande.
Invisível, eu prestaria vestibular pra Jornalismo. Usaria combinações de roupas malucas. Diria aquelas verdades duras, mas necessárias. Aprenderia a andar de bicicleta. Levantaria a mão na aula pra dizer "não entendi". Leria "O Diário da Princesa" em público. Não controlaria aquela gargalhada alta e espontânea. Não me preocuparia com meu cabelo parecendo um ninho ou minhas bochechas vermelhas. Choraria de raiva, sem medo de ferir o meu orgulho. Confessaria com todas as letras que te amo, só pro caso de você não ter entendido as minhas tímidas indiretas.
Invisível, eu faria todas aquelas coisas que quero, mas tenho medo de fazer. É só que ás vezes é mais fácil assumir os riscos quando nao tem ninguem lá pra te ver errar.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009 Y 08:53
nunca é tarde pra reunir a galera e viajar. Juntar as pessoas mais malucas e divertidas do mundo num avião e seguir pra Las Vegas, Ibiza, Punta del Este ou onde que uma balada nos chame. Sempre vai dar tempo de mais uma foto engraçada, aventura sem noção ou mico histórico. Gargalhadas espalhafatosas serão nossa trilha sonora. Gringos enlouquecerão por nós (HAHA!). E a nossa amizade vai ficar ainda mais forte. É promessa já: um dia, não importa o quão ocupados sejamos com nossas vidas de adultos, separaremos uns dias pra nos jogarmos juntos pelo mundo. Afinal, pros amigos e pra felicidade, a gente sempre tem tempo.
(pauta para o site - Nunca é tarde para...)
sábado, 12 de setembro de 2009 Y 19:55
De repente, o Coelhinho da Páscoa e a Fada do Dente não existiam. Papai Noel não era mais um velhinho mágico. Era só papai, que, com a ajuda de mamãe, punha uma barba e se vestia de vermelho. Aliás, falando em adultos, eles agora também podiam errar. Como assim, eles não deviam estar sempre certos? A televisão não estava mais sempre ligada no canal de desenho animado. Eram as séries que agora dominavam a programação. Devagar, às Barbies iam sendo escondidas na gaveta, pra que nenhuma das minhas amigas pensasse que eu ainda brincava com elas. O assunto preferido deixou de ser a nova boneca de fulana. Só queria saber de roupas, maquiagens, fofocas e claro, os meninos, que deixaram de ser os inimigos bobos e imaturos para se tornarem os namorados bobos e imaturos. Foi assim, de pouquinho em pouquinho, que eu fui abandonando a infância. Sem perceber, fiquei crescida o bastante pra dizer: “Nossa, como passou rápido”.
(não sou mais criança - pauta para a revista)
Tenho aquele arzinho bobo de protagonista de comédia romântica. Apaixonada, sorridente, atrapalhada. Mas já passei por situações tão emocionantes e tive tantas surpresas que podia jurar que estava estrelando um filme de ação. Me acabei em lágrimas nos momentos mais intensos, dignos de um drama. Ri até doer a barriga, como num besteirol americano. Troquei beijos, palavras e olhares apaixonados, daqueles bem romance água com açúcar. Até uns sustos de fazer o coração sair pela boca eu peguei. Como dá pra ver, minha vida não se encaixa perfeitamente bem em nenhum desses gêneros. Então, se ela fosse um filme, acho que seria único. Não sei se seria um sucesso de bilheteria. Só posso garantir que seria sincero, sem dublês ou segundas chances de gravar, com um bom figurino e uma trilha sonora de matar. Nem tenho certeza de como seria o final. O roteiro dessa parte, graças a deus, ainda não chegou.
(minha vida daria um filme - pauta para a revista)